Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Nosso livro — Autores diversos — 1ª Parte


21


O destino

1 Destino e livre-arbítrio sempre coexistem nas atividades humanas. O Criador Infalível estabelece a Vida Universal. O homem falível traça os roteiros da vida que lhe é própria.

2 O Pai organiza as leis eternas. O filho vale-se das experiências. Não há fatalidade para o mal e sim destinação para o bem. É por isso que a todas as criaturas foi concedida a bênção da razão, como luz consciencial no caminho.

3 Se o Senhor Supremo estatui diretrizes e recomenda aos homens a execução dos princípios formulados, o homem é compelido a cooperar em sua obra divina.

4 Da desobediência da alma aos supremos desígnios procedem as desarmonias no serviço universal. E quanto maior a expressão de entendimento no espírito rebelde, mais agravo da responsabilidade caracteriza a intervenção indébita do colaborador humano que abusa da magnanimidade das Leis Divinas. Quanto maior a capacidade do discernimento, mais vasto o débito.

5 Que a alma encarnada, pois, compreenda o transcendentalismo das divinas concessões e desempenhe os deveres que lhe competem no caminho diário. 6 Ninguém fugirá ao doloroso trabalho individual de recomposição dos elos quebrados na corrente da universal harmonia. 7 Cada devedor será defrontado pela própria dívida, agora ou mais tarde, atentos à realidade de que nem todas as sementes produzem frutos dentro de alguns dias ou de algumas semanas. 8 Se os minúsculos grãos de vida dos legumes oferecem resultados em alguns dias, plantas existem que só fornecem a multiplicação de valores no curso de longos anos. Assim, nossos atos e compromissos. Nem todos proporcionam efeito em tempo breve. 9 Daí a necessidade dos indivíduos e dos agrupamentos quanto à real observação da vigilância no círculo de si mesmos.

10 O Pai concede a bênção da oportunidade. Mas ao filho encontra-se afeta a cooperação.

11 Há, portanto, leis que regem a vida e, consequentemente, destinação de homens e coletividades a essa ou àquela tarefa, a esse ou àquele trabalho nas edificações da experiência humana; entretanto, nesse campo, permanece o homem — colaborador de Deus — com a sua capacidade de execução e também de influenciação ou interferência.

12 Que todos nós, portanto, usando os sagrados dons da liberdade interior, colaboremos com o Pai no maior engrandecimento de sua obra, a fim de que, no esplendoroso amanhã do futuro, venhamos a integrar as fileiras dos servidores fiéis, a caminho da justa e real glorificação na Eternidade.


Emmanuel


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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