Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Coletânea do Além — Autores diversos


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Carta fraternal

Na leitura da parábola dos cegos ( † )


  1 Meu amigo, o Espiritismo

  É campo de vida e luz;

  Não conserves sem trabalho

  A ideia que te conduz.


  2 Nessa lavoura bendita

  De paz, harmonia e amor,

  Cada qual tem a tarefa

  Que lhe reserva o Senhor.


  3 És médium? Sê diligente

  No amoroso apostolado.

  Mediunidade é serviço

  Em nome do Mestre Amado.


  4 Investigas a verdade?

  Procura ver que ninguém

  Deve andar observando

  Sem propósitos no bem.


  5 És curioso somente?

  Não olvides, meu irmão,

  Que a boa curiosidade

  É nota de elevação.


  6 És companheiro de luta?

  Guarda a prece e a vigilância,

  Quem é irmão de verdade

  Nunca foge à tolerância.


  7 És simples necessitado

  Na sombra e no sofrimento?

  Pondera a lei generosa

  De esforço e merecimento.


  8 És pregador? Meu amigo,

  Foge à ilusão, foge à treva,

  Que as palavras sem os atos

  São folhas que o vento leva…


  9 Doutrinas desencarnados?

  Procura reconhecer

  Que se vives ensinando

  É necessário aprender.


  10 Vens pedir alguma coisa?

  Recorda, na dor terrestre,

  Que o tesouro mais sublime

  É a paz do Divino Mestre.


  11 Nas alegrias, nas dores,

  No mais simples dos misteres,

  Poderás fazer o bem

  No lugar onde estiveres.


  12 Quem busque, de fato, a luz

  Da existência verdadeira.

  Não se apega à fantasia,

  Trabalha contra a cegueira.


  13 Não foste chamado à fé

  Para sonho ou distração,

  Mas à justa atividade

  De nossa renovação.


  14 O aprendiz do Espiritismo

  Não vive sem rumo, a esmo…

  Tem Jesus por Mestre Amado

  E a escola dentro em si mesmo.


Casimiro Cunha


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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