Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Cartilha da Natureza — Casimiro Cunha


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O malhadouro

  1 Na época dadivosa

  Da colheita cor-de-ouro,

  É tempo de conduzir

  Cereais ao malhadouro


  2 Espigas maravilhosas

  Vêm às mãos do tarefeiro,

  Aglomerando-se em busca

  Da secagem no terreiro.


  3 Antigamente eram flores

  Mostrando verdura e viço;

  Agora, a compensação

  Que se reserva ao serviço.


  4 Mas por ser o resultado,

  A garantia, o futuro,

  O grão rico e generoso

  Precisa ser nobre e puro.


  5 O lavrador cuidadoso

  Organiza providências,

  É necessário excluir

  As últimas excrescências.


  6 Inicia-se a limpeza,

  Servidores a malhar,

  No espaço o longo assobio

  De varas cortando o ar.


  7 São precisos golpes rudes,

  Bordoadas no bom grão,

  Por conferir-lhe a grandeza

  De servir, além do chão.


  8 Depois disso, alcança a glória

  De amparar o lavrador,

  A alegria de prover

  Em nome do Criador.


  9 Se ao longo de tua vida

  Sentes choques do mangual,

  É que estás em madureza

  No campo espiritual.


  10 Não fujas ao malhadouro,

  Guarda paz e vigilância:

  Que a luta nos roube agora

  Os restos da ignorância.


.Casimiro Cunha


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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