Bíblia do Caminho Testamento Xavieriano

Cartas do Evangelho e outros poemas — Casimiro Cunha — 1ª Parte


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Carta aos investigadores do Espiritismo

  1 Meu irmão, guarda a certeza

  De que a mundana ciência

  É muito, mas não é tudo

  Na paz de nossa existência.


  2 Mormente se já tiveste

  A nossa expressão de amor,

  Coloca a fé sobre tudo

  Na tua vida interior.


  3 Tua razão inda é humana,

  Falível e pequenina…

  A fé, porém, é um clarão

  Da Consciência Divina.


  4 Muita pompa de palavras,

  Muita terminologia,

  Complicam muito no mundo

  A nossa filosofia.


  5 O grande cientificismo

  De alma pobre e presunçosa

  Transforma os nossos princípios

  Em confusão palavrosa.


  6 A lição do Espiritismo

  É um grande manancial,

  Onde as águas da Verdade

  São claras como o cristal.


  7 Tudo é simples, tudo é puro

  Nessa fonte de harmonia.

  Muita tese complicada

  É o que gera a fantasia.


  8 O método mais sublime

  De toda doutrinação

  É aquele que acende a luz

  Do altar de teu coração.


  9 Ciência nunca faltou

  Na marcha da Humanidade,

  Mas, sempre minguou na Terra

  O grande bem da humildade.


  10 Modernamente, a ciência

  Tem seu magro esplendor.

  Tem-se tudo e o mundo marcha

  Para a guerra e para a dor.


  11 Por vezes, no mar das lutas,

  A razão vai na maré

  Se em seu roteiro de estudos

  Não tem o farol da fé.


  12 Não se deve desprezar

  Os bens do racionalismo,

  Mas, nunca olvides a fé

  No labor do Espiritismo.


  13 Com teus pesos e medidas

  Tu podes hoje ser forte,

  Somente a fé, todavia,

  Nos esclarece na morte.


  14 Não te esqueças, meu amigo

  Nossa comunicação

  Constitui a renascença

  Do pensamento cristão.


Casimiro Cunha


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.

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